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quinta-feira, 17 de junho de 2010

E quando entramos na zona de conforto?


Sábado, dia dos namorados, depois de sair da festa de aniversário de 93 anos da minha tia avó, fui com minha prima para o bar dela. Fui encontrar um amigo de velhos tempos. Tempos de Escola de Belas Artes, de muita Bock nas noites geladas de Curitiba, tempos de sair das aulas de pintura ou desenho para ir a vernissagens.
Cheguei no bar e ele já estava lá. Noite ótima, de terapia de boteco. Claro que como era dia dos namorados o assunto acabou girando em torno de relacionamentos e claro também, que a uma certa hora a pergunta "por que você não está namorando" tinha que surgir na conversa.
Minha prima rapidamente respondeu que estávamos sozinhas por opção. O que é um fato. Quantidade não é qualidade e desde que eu me separei comecei a levar mais a sério o ditado "antes só do que mal acompanhada", sério, entre homens casados ou mal resolvidos ou ainda muito mais novos, acho que o ideal é a minha própria companhia e a dos amigos, claro.
E aí chegamos ao tema do post. Quando entramos na "zona de conforto" devemos ficar? É mais fácil levar a vida do lado de alguém do que estar sozinho? Sem dúvida, mas e quando estamos sozinhos, mesmo tendo um relacionamento?
Vou pensar mais sobre isso tudo e depois termino esse post.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O conforto está num prato de comida?

Esse é o meu primeiro post desse blog.
Criei esse blog pensando em coisas que ouvi de um amigo, que costumava ser e acho que ainda é, mas isso é assunto para outro post.
Hoje li no feed do Facebook o comentário de um conhecido em que ele dizia que toda mulher deveria saber cozinhar. Sendo mais específica ele disse: "Mulher que não sabe cozinhar é meia mulher".
Achei o máximo isso, ainda mais que o rapaz deve ter uns 20 e pouco anos. Claro que as feministas e mulheres em geral, devem ter achado terrível , mas acho que existe algo mais por trás desse comentário.
Isso me fez pensar. E então aí vai meu primeiro questionamento desse blog.
Será que realmente o conforto não está num bom prato de comida? Será que na luta por tanta coisa; grana, igualdade, sobrevivência, amor, crescimento, sucesso, não perdemos o essêncial da vida?
Fazer uma coisa só por prazer, sem compromisso algum, sem amarras.
Adoro cozinhar. Adoro desenhar. Adoro criar, costurar, ouvir música, cinema, sentar a mesa e conversar, beber, fotografar tudo que cozinho, que faço, aonde vou, a rua, a luz, o reflexo da lua no vidro de bolinhas da minha porta, minha cachorrinha, garrafinhas de coca coloridas, comida de boteco, qualquer comida boa, fotografar sem compromisso de fazer alguma super foto.
Quando perdemos isso tudo?
Eu ainda não perdi.
(a foto é de um prato que fiz em SP - um dos últimos antes da mudança)